Iniciativa gaúcha conecta hospitais e empresas para manutenção de respiradores

Iniciativa gaúcha conecta hospitais e empresas para manutenção de respiradores

Movimento de voluntários Brothers in Arms atua em todo o Estado para garantir o equipamento nas redes de saúde

Em meio à uma pandemia global de um vírus do trato respiratório, são necessários equipamentos específicos para garantir o tratamento de quadros mais graves, sendo o respirador pulmonar uma das demandas essenciais para atender as necessidades dos pacientes com Covid-19 (novo coronavírus). Identificar esses aparelhos fora de uso em hospitais, encaminhar para a manutenção e garantir o retorno operante à rede de saúde é o objetivo das frentes de manutenção de respiradores que atende todo Rio Grande do Sul e centraliza a conexão entre a demanda e o serviço através do movimento Brothers in Arms – Voluntários contra o COVID19.

O grupo atua como elemento de articulação em comunicação constante entre duas iniciativas para manutenção especializada e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Uma delas é a parceria entre a General Motors de Gravataí e Senai/RS, que iniciou o projeto no dia 1º de abril e já recebeu respiradores de pelo menos quatro cidades para retornarem operando plenamente aos hospitais. Junto com a empresa Capacitá Eventos, o Governo do Estado busca contatar todos os centros de saúde gaúchos para garantir o cadastro da demanda de manutenção no portal de inscrições disponibilizado pelo Senai/RS neste link.

A segunda iniciativa é do Instituto Cultural Floresta, que com recursos filantrópicos custeou a manutenção de respiradores que já haviam sido encaminhados para as assistências técnicas especializadas pelos hospitais. Além disso, o ICF também atua na logística, buscando os aparelhos nos centros de saúde e levando para os profissionais de manutenção. 

Os respiradores pulmonares precisam de uma manutenção altamente especializada, com peças muito específicas que geralmente devem ser originais do fabricante e ferramentas próprias para esses aparelhos, além de equipamentos para teste, verificação e calibração final depois do conserto. Assim, o Brothers in Arms inicialmente identificava respiradores estragados em hospitais e encaminhava para a conexão de apoiadores para o reparo e retorno do aparelho. Com o aparecimento das iniciativas da GM/Senai, Instituto Cultural Floresta e o esforço do Governo estadual para identificar a demanda, o Brothers in Arms passou a atuar na conexão dessas iniciativas, centralizando informações e também identificando demandas através dos voluntários.

Redação: Fernanda Peron